O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a deslocar nomes de confiança da estrutura do Palácio do Planalto para a organização de sua pré-campanha à reeleição. Nesta segunda-feira (6/7), foi publicada a exoneração de Ricardo Stuckert do cargo de secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Presidência. Figura histórica ao lado do petista, Stuckert acompanhará a campanha e ficará responsável pela coordenação das redes sociais ao lado de Nicole Briones, responsável digital do PT.

Além do fotógrafo, a mudança alcançará a Secretaria de Imprensa da Secom: nos próximos dias, três integrantes — Raquel Sepúlveda, Gustavo Couto e Gilberto Santos — serão exonerados para integrar a equipe encarregada do relacionamento com a imprensa durante o período pré-eleitoral. São profissionais com experiência nas rotinas de comunicação institucional que serão transferidos temporariamente para funções de campanha.

Politicamente, a movimentação deixa claro que a campanha de 2026 já passou a consumir recursos humanos e estratégicos do Palácio. A deslocação de nomes de confiança reflete prioridade eleitoral, mas também impõe custo operacional: a saída de quadros próximos reduz a capacidade da comunicação governamental de responder a agendas e crises cotidianas, em um momento em que o Executivo se mantém ativo na negociação com o Congresso e na condução de políticas públicas.

A decisão tende a gerar leituras políticas e administrativas. Para aliados, reforça a coordenação entre governo e campanha; para críticos, expõe tensão entre funções públicas e objetivos eleitorais. Resta ao Planalto demonstrar que a interlocução com a imprensa e a divulgação de ações do governo não sofrerão descontinuidade enquanto a máquina eleitoral é montada.