O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que as suspeitas envolvendo a lobista Roberta Luchsinger devem ser tratadas pela Polícia Federal, e não pela Presidência. A empresária é próxima de Fábio Luís, o Lulinha, e a reação veio após o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, questionar a relação entre Lula e a lobista.
Roberta tem acusado o presidente de mentir e disse que o filho se reuniu repetidamente com ministros do governo; ela também afirmou ter apresentado a Fábio Luís o empresário conhecido como Careca do INSS, mas negou envolvimento direto em negócios. A campanha de Lula divulgou notas para afastar laços pessoais e tentou limitar a exposição do caso.
Na entrevista, Lula destacou que não protege parentes e disse que eventuais irregularidades serão investigadas, repetindo que a apuração é papel da Polícia Federal. A declaração busca, na prática, segurar o desgaste político: o episódio fez a campanha adotar tom defensivo e deu margem para a oposição explorar a proximidade do entorno presidencial com figuras ligadas ao escândalo do INSS.
Do ponto de vista político e institucional, o desdobramento dependerá do trabalho da PF e da clareza das provas que vierem à tona. A situação acende alerta para a campanha, que precisa demonstrar transparência para conter prejuízo eleitoral, e reabre o debate sobre independência das instituições e custo político de vínculos pessoais em palcos sensíveis.