O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em visita ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Sorocaba, que investir em educação sai mais barato do que bancar o sistema prisional. Segundo o presidente, o custo anual de um preso em presídio federal seria de cerca de R$ 40 mil, em unidades estaduais R$ 35 mil, enquanto o gasto por estudante em instituto federal ficaria em torno de R$ 16 mil por ano.
A declaração veio acompanhada da inauguração, na véspera, de uma unidade de fomento à pesquisa na UFABC, em São Paulo, onde Lula relacionou qualificação e autonomia feminina. Ao defender maior acesso ao ensino, o presidente fez um discurso que conecta prevenção social e política pública — uma narrativa útil para quem busca deslocar o foco orçamentário de repressão para prevenção.
Politicamente, a comparação serve para ampliar o debate sobre prioridades fiscais: os números citados podem fortalecer argumentos do governo e da oposição que pressionam por maior investimento em educação como medida de longo prazo contra a violência. Ao mesmo tempo, a afirmação simplifica uma discussão técnica complexa, que envolve recidiva, custos de segurança e efeitos sociais cujo impacto não se resolve apenas com transferências orçamentárias imediatas.
No mesmo período, o presidente sancionou lei para uso de tornozeleira eletrônica integrada ao sistema 'Alerta Mulher Segura', medida de resposta imediata à violência contra a mulher. O gesto mostra que o Executivo tenta conciliar medidas emergenciais de proteção com a defesa de políticas preventivas — mas a efetividade dessa combinação dependerá de escolhas orçamentárias e avaliações de resultados concretos.