O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na tarde deste domingo (14/6) rumo à França para participar da Cúpula do G7 em Évian, marcada entre segunda (15/6) e quarta-feira (17/6). O avião presidencial decolou da Base Aérea de Brasília pouco antes das 16h; a comitiva fará uma escala técnica para abastecimento na Ilha do Sal, em Cabo Verde. Nas redes, o presidente lembrou que será sua décima participação em encontros do grupo.

Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron, Lula chega ao encontro com a mobilização da diplomacia brasileira em torno da possibilidade de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento não há confirmação oficial nem agenda bilateral formalizada — cenário que reproduz a informalidade do encontro entre os dois em dezembro, na ONU, na Malásia.

Segundo interlocutores do Planalto, a pauta prevista para eventual conversa inclui as indicações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre novas tarifas a produtos brasileiros. A perspectiva é de que qualquer diálogo ocorra de forma rápida, nos corredores da cúpula, sem sessão bilateral agendada. A falta de formalização, porém, reduz a margem de negociação e torna incerto o ganho prático para o Brasil.

Além dos membros do G7 — EUA, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e França —, foram convidados líderes de Índia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Catar. Do ponto de vista político e econômico, a expectativa por um encontro pontual com Trump expõe o governo à necessidade de resultados concretos: sem confirmação, a viagem corre o risco de ficar mais simbólica do que efetiva na tentativa de evitar medidas tarifárias.