O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje da entrega de um acelerador linear no Hospital Santa Marcelina, na zona leste de São Paulo. O equipamento, entre os mais modernos utilizados na radioterapia, faz parte de um pacote de aquisições anunciadas pelo governo nos últimos anos e visa ampliar a oferta de tratamento oncológico fora dos grandes centros.

Segundo a direção do hospital, o novo aparelho deve elevar em torno de 30% a capacidade de atendimento local e reduzir o tempo médio para início de tratamento — atualmente estimado em cerca de 45 dias — para números próximos a 10 dias. Além da máquina, o hospital firmou convênios com o Ministério da Saúde que somam R$ 166,7 milhões, recursos destinados principalmente ao atendimento de pacientes com câncer; a instituição também recebeu certificação como hospital de ensino nível 1.

A cerimônia em São Paulo coincidiu com entregas semelhantes em Fortaleza (CE) e Sinop (MT) e com a assinatura de compra de tomógrafos para o SUS. O governo destaca a estratégia de descentralização da radioterapia, com o objetivo de diminuir deslocamentos de pacientes e reduzir vazios assistenciais: desde 2023 foram contratados dezenas de aceleradores lineares, com previsão de entregas programadas até 2026.

Do ponto de vista político, a agenda dá ao Executivo uma peça concreta para mostrar expansão do acesso à saúde e investimento em tecnologias. Mas a eficácia da medida dependerá da manutenção dos equipamentos, da formação e da fixação de equipes especializadas nas unidades regionais, e do ritmo real de entrega das máquinas prometidas até 2026 — itens que serão determinantes para transformar anúncios em atendimento efetivo.