Os dois candidatos à Presidência registraram o voto na manhã deste domingo do segundo turno. Lula votou em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, acompanhado da primeira-dama e de ex-ministros; na saída, ressaltou a intensidade da mobilização popular durante a campanha e apresentou o ato de votar como resultado de décadas de trajetória política e de trabalho de base.
Flávio Bolsonaro votou no Rio de Janeiro, acompanhado da família, e aproveitou a presença da imprensa para criticar a gestão atual e pedir mudança. O candidato qualificou a campanha como limpa e fez um apelo direto ao eleitorado para que compareça às urnas “faça chuva ou faça sol”, na tentativa de transformar mobilização em voto efetivo.
Politicamente, o tom dos dois atos deixa claro que a disputa do segundo turno está orientada pelo esforço de comparecimento: para Lula, a exaltação da mobilização serve para consolidar a base e sinalizar confiança; para Flávio, a ênfase na insatisfação busca energizar eleitores e transformar desgaste percebido em voto de mudança. A chamada ao voto casa com estratégias de rua e comitês que serão determinantes no fechamento da noite.
A consequência prática é simples: o resultado vai depender menos de declarações e mais da capacidade de cada lado em mobilizar eleitores nas próximas horas. O nervosismo nas cúpulas e a necessidade de operação de última hora acendem um sinal para ambas as campanhas — quem vencerá será, em grande medida, quem conseguir traduzir mobilização em comparecimento.