Uma nova rodada da Real Time Big Data, divulgada nesta terça-feira (1º), coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente no primeiro turno, com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 30% e Augusto Cury (Avante) em terceiro, com 11%. Renan Santos (Missão) aparece com 7%, Ronaldo Caiado (PSD) tem 4% e Romeu Zema (Novo) registra 2%. Outros somam 2%; brancos e nulos alcançam 3% e 2% não souberam ou não responderam. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 27 e 31 de agosto, por telefone, tem margem de erro de 2 pontos e está registrado no TSE (BR-03490/2026).
Na simulação de segundo turno, o quadro chama atenção: Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em 44% cada — um recuo de Lula em relação à rodada de julho, quando marcava 45% diante dos 42% do rival. O empate eleva a tensão política: mesmo liderando o primeiro turno, o presidente vê sua vantagem reduzida em um confronto direto, o que, na prática, amplia desgaste para a narrativa de força e obriga a campanha a repensar estratégia de aliança e mobilização para a etapa decisiva.
Outras simulações revelam volatilidade. Contra Ronaldo Caiado, Lula perde por 45% a 43% — empate técnico considerando a margem de erro. Em testes com Renan Santos e Pablo Marçal, Lula aparece com 44% ante 37% e 40%, respectivamente. Não houve confronto com Augusto Cury no segundo turno. A presença de Cury com 11% no primeiro turno aumenta a incerteza sobre quem sairá fortalecido na fase decisiva: se consolidar, pode funcionar como fator de dispersão ou, ao contrário, abrir caminho para ambos os polos dependendo de acordos e retiradas.
Um dado complementar mostra percepção de inevitabilidade: 49% dos entrevistados acreditam que Lula será o próximo presidente, ante 36% que apontam Flávio. O número traduz vantagem simbólica, mas não assegura vitória definitiva — pesquisas são retratos do momento. Com margem de erro reduzida, o empate no segundo turno sinaliza um cenário mais competitivo do que a folga do primeiro turno poderia indicar, obrigando o PT a ajustar interlocução e discurso, e dando ao PL e aos aliados uma janela para intensificar a disputa nos próximos meses.