A pesquisa Quaest colocada nesta rodada repete um quadro já conhecido: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados no topo da rejeição, com 55% dos entrevistados afirmando que 'não votariam de jeito nenhum' em cada um. A taxa de Lula subiu de 53% para 55% em relação ao levantamento anterior — variação dentro da margem de erro — enquanto Flávio manteve os 55% registrados nas pesquisas precedentes. O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro; a margem de erro é de dois pontos percentuais (registro TSE BR-03607/2026).

Além da rejeição, os números sobre potencial de voto e reconhecimento acentuam o desconforto dos dois polos. O percentual dos que poderiam votar em Lula passou de 44% para 45%; no caso de Flávio, o potencial subiu de 40% para 43% e o desconhecimento sobre ele caiu de 5% para 2% — Lula é conhecido por 100% dos entrevistados. Outros pré-candidatos também surgem com índices relevantes no quesito de 'podem votar': Ronaldo Caiado com 42%, Romeu Zema 40%, Renan Santos 30% e Augusto Cury 26%. Esses números mostram que, mesmo com altos índices de rejeição, existe um núcleo de eleitores suscetível a migrar, o que mantém a disputa fluida.

Os recortes por religião e por região revelam fissuras estratégicas. Entre eleitores independentes, Lula e Flávio empatem novamente, com 63% de rejeição cada — grupo no qual 37% poderiam votar no petista e 33% no senador do PL. Na divisão religiosa, Lula é fortemente rejeitado por evangélicos (69%) e menos por católicos (47%); Flávio, ao contrário, tem rejeição menor entre evangélicos (44%) e maior entre católicos (59%). Geograficamente, a desaprovação a Lula é mais alta no Sul (63%) e Sudeste (60%), enquanto no Nordeste cai para 40%. Flávio registra a maior rejeição no Nordeste (60%) e índices ao redor de meia carreira nas outras regiões. Esses padrões complicam as narrativas de campanha: para cada lado, há urgência em reduzir o índice de não votaria e em buscar tração onde há rejeição menos consolidada.

Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para ambos os campos. Rejeição elevada funciona como teto para crescimento e obriga ajustes de mensagem, ampliação de base e negociação política que possam minimizar efeito de desgaste diante de eleitores-chave. A estabilidade de Flávio nos patamares mais altos e a oscilação marginal de Lula — ainda dentro da margem de erro — não alteram a conclusão principal: ambos enfrentam barreiras significativas para ampliar apoio sem primeiro reduzir a rejeição. Metodologicamente, trata‑se de um retrato momentâneo e não de previsão definitiva; a reportagem foi produzida com auxílio de ferramenta de IA sob supervisão editorial humana, conforme informado pelo instituto.