O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com a líder venezuelana Delcy Rodríguez na tarde de sexta-feira (10/7) para tratar da resposta ao ciclo de terremotos que atingiu o país desde o fim de junho e já deixou 3.889 mortos. Segundo o Planalto, Delcy agradeceu o envio brasileiro de ajuda e detalhou a continuidade das buscas por vítimas e desaparecidos.

Desde o início da tragédia, o governo federal diz ter mobilizado 12 toneladas de medicamentos e insumos — como antibióticos, analgésicos, seringas e materiais de curativo — além de equipes nas áreas de medicina, segurança e telecomunicações. A Defesa Civil, bombeiros e técnicos da Anatel participaram da operação, e parte dos agentes voltou ao Brasil na noite de sexta.

Na ligação, Lula reafirmou disposição de manter o apoio humanitário e colaborar com a reconstrução das áreas afetadas, onde milhares de famílias ficaram desabrigadas. A agenda também dialoga com a iniciativa de movimentos sociais brasileiros: o MST ofereceu envio de médicos voluntários e apoio à produção de alimentos para a população venezuelana.

A postura oficial tem impacto político claro: reforça a cooperação regional em emergência humanitária, mas abre espaço para debate sobre custos, ampla coordenação e transparência das ações. Para a reconstrução, a prioridade técnica — e o desafio político — será transformar ajuda pontual em ação sustentável sem descuidar da fiscalização e do controle de resultados.