O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira um vídeo em formato selfie no qual convoca apoiadores a irem às ruas para falar com eleitores e impedir o que chamou de retorno do 'retrocesso'. É a primeira vez que a campanha utiliza esse formato com o próprio candidato, medida que enfatiza a busca por proximidade direta com o eleitorado.

A publicação ocorre depois do resultado do domingo (4/10), quando Lula registrou uma diferença desfavorável de 2,3 milhões de votos em relação ao adversário Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da campanha vinham defendendo maior atuação do presidente nas redes sociais, e a peça em selfie responde a essa pressão interna por ação mais visível e imediata.

No vídeo, o candidato pede que militantes conversem com a população sobre temas como educação, emprego e democracia, ressaltando a necessidade de 'melhorar a vida do povo' e evitar um retrocesso político. A linguagem direta e o apelo ao contato presencial chamam para uma intensificação da mobilização de base nos próximos dias.

Do ponto de vista político, a iniciativa tem dupla leitura: por um lado, demonstra urgência em recuperar terreno e reengajar eleitores; por outro, revela um reconhecimento tácito de fragilidades na estratégia digital e de comunicação do PT. A chamada às ruas pode energizar a base, mas também tende a acirrar a polarização e a transformar as próximas semanas em teste para a capacidade do partido de converter mobilização em votos.