O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25/5) sessões de radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, informou boletim do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. O tratamento foi indicado após a retirada, em 24 de abril, de uma lesão basocelular e prevê 15 sessões ao longo de três semanas. Segundo o hospital, a medida visa reduzir o risco de recidiva no local operado.

A nota clínica, assinada pelos diretores Rafael Gadia e Volney Vilela, afirma que o presidente seguirá sua rotina de trabalho sem restrições e continuará sendo monitorado pelas equipes lideradas pelos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio. O boletim detalha o esquema terapêutico, enquanto o Palácio do Planalto não chegou a divulgar informações adicionais sobre o acompanhamento.

Do ponto de vista político, a manutenção da agenda oficial minimiza impactos práticos no curto prazo sobre a governabilidade. Ainda assim, a ausência de uma comunicação mais completa por parte do Planalto reforça a necessidade de clareza institucional sobre a saúde do chefe do Executivo — tema de interesse público e potencial fator de especulação política.

A radioterapia preventiva, conforme explicado pelo hospital, integra o protocolo de acompanhamento para evitar o reaparecimento da lesão. Eventuais alterações no cronograma ou no estado de saúde do presidente deverão ser comunicadas pelas equipes médicas responsáveis.