O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta quinta-feira (9/7), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Palácio da Alvorada para discutir ações de apoio humanitário à Venezuela. O país vizinho enfrenta um cenário de emergência após terremotos que já deixaram mais de 3,8 mil mortos e cerca de 16 mil feridos.

No encontro foram tratadas medidas práticas, como o envio de alimentos, medicamentos e o deslocamento de equipes médicas. Do lado brasileiro, já partiram seis voos com ajuda humanitária ao território venezuelano; o último, no sábado (4), levou seis toneladas de vacinas, medicamentos e suprimentos médicos.

O diálogo entre o governo e o MST também teve foco no fortalecimento de iniciativas de solidariedade entre povos da região. A articulação com movimentos sociais visa acelerar a logística de distribuição da ajuda e mobilizar redes de voluntariado e instituições parceiras para atuação em solo venezuelano.

Politicamente, a audiência reforça a visibilidade do governo na resposta à crise, mas traz implicações: a aproximação com o MST tem forte carga simbólica e pode ser usada por adversários para criticar alinhamentos partidários. Em termos práticos, o desafio imediato permanece logístico e técnico — garantir que os insumos cheguem às áreas mais afetadas com transparência e eficiência.