O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a agenda de campanha nesta sexta-feira com uma passeata no centro de Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado do candidato ao governo local pelo PT, Leandro Grass. Em carro aberto e sob forte calor, Lula buscou transmitir confiança sobre a virada no segundo turno e mobilizar a base local.

Em discurso aos apoiadores, o presidente ampliou o ataque contra a gestão de Jair Bolsonaro pela condução da pandemia — que deixou mais de 700 mil mortos — e dedicou parte das críticas ao escândalo financeiro que envolveu o Banco Master e o BRB. Sem citar nomes além do do banqueiro investigado, ele procurou ligar setores da oposição às transações sob suspeita, cujo valor estimado pela Operação Compliance Zero é de R$ 12,2 bilhões.

Lula também reforçou a defesa da soberania e do projeto 'Brasil Soberano', criticando grupos que, segundo ele, buscam apoio externo para explorar recursos nacionais. A estratégia da campanha agora combina maior presença nas redes sociais — com vídeos tipo selfie — e foco nos debates na TV, marcados para os dias 18 (Band) e 23 (Globo), instrumentos que a campanha aposta para reduzir a vantagem que o adversário teve no primeiro turno.

Do ponto de vista político, a mobilização em Ceilândia cumpre duas funções claras: energizar a base petista no entorno do DF e transformar o caso BRB em um argumento central para desgastar a oposição. Ao ressaltar a importância dos debates e intensificar a comunicação digital, a campanha tenta pressionar o rival a responder às acusações e a disputar a narrativa pública. A agenda segue neste sábado com ato em Natal.