Luiz Inácio Lula da Silva, 80 anos, disputa em 2026 a sua sexta eleição presidencial. Atual presidente da República, o petista tenta a reeleição pela coligação 'Brasil Pronto pra Mais', mantendo Geraldo Alckmin como candidato a vice. O número na urna permanece o 13, símbolo da trajetória política que o levou ao Planalto e agora busca sua continuidade.
Nascido em Garanhuns, no agreste de Pernambuco, Lula começou a vida profissional como torneiro mecânico e teve escolaridade até o ensino fundamental. Mudou-se para São Paulo e, no ABC, consolidou-se como líder sindical. Em 1969 integrou a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema e, seis anos depois, assumiu a presidência da entidade, destacando-se nas greves do fim da década de 1970.
Sua trajetória partidária inclui a fundação do Partido dos Trabalhadores em 1980, ao lado de sindicalistas, intelectuais e lideranças sociais. Entrou na política eleitoral em 1982, ao concorrer ao governo de São Paulo, e foi eleito deputado federal em 1986 como o mais votado daquele pleito constituinte. Depois de três derrotas presidenciais (1989, 1994 e 1998), venceu em 2002 e foi reeleito em 2006, encerrando seu segundo mandato em 2010.
Os governos de Lula foram marcados também por crises e escândalos. O Mensalão veio à tona durante seu primeiro mandato, e anos depois o ex-presidente tornou-se alvo da Operação Lava-Jato. Em 2018 foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o que o impediu de concorrer. Ficou 580 dias preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Em 2019 foi solto após decisão do Supremo sobre o início do cumprimento de penas; em 2021 o STF reconheceu a parcialidade do ex-juiz Sergio Moro em processos relacionados ao caso, anulando as ações que o atingiam e restabelecendo seus direitos políticos.
A recuperação judicial e política permitiu a volta de Lula ao jogo eleitoral em 2022, com vitória sobre Jair Bolsonaro. Agora, a candidatura de 2026 projeta uma disputa pautada pela tentativa de preservação da base e continuidade administrativa, enquanto o passado de processos e escândalos serve de munição para adversários. Politicamente, a reeleição busca transformar a história pessoal e sindical em arma eleitoral, mas também reabre discussões sobre responsabilidade, memória das crises e o impacto dessas narrativas no ambiente partidário e no eleitorado.