O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que pretende, nos próximos quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá‑lo entre as nações desenvolvidas. A declaração foi feita em reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Lula destacou perspectivas “extraordinárias” para o país em setores como energia renovável, minerais críticos e terras raras, que, segundo ele, podem atrair investimentos produtivos. Citou também o interesse por data centers e afirmou que o governo exigirá que esses empreendimentos produzam a própria energia consumida.

“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá‑lo no estágio de país desenvolvido”

O presidente voltou a citar o chamado Mapa do Caminho para a transição energética como exemplo de metas que pareciam inviáveis e avançaram por decisão política e articulação diplomática — ele lembrou resistência de países produtores de petróleo durante a COP30.

Sobre as contas públicas, Lula afirmou que assumiu com déficit de 2,8% e que hoje a gestão apresenta um orçamento superavitário. Reafirmou compromisso com responsabilidade fiscal combinado à proteção social, garantindo que “o pobre não pagará a conta” do ajuste.

Para o presidente, a conjugação de responsabilidade fiscal, investimentos em infraestrutura e a transição energética abre uma janela histórica para acelerar o desenvolvimento. Lula atribuiu parte dos resultados à capacidade de negociação do governo, mesmo sem maioria no Congresso.

“Vocês sabem que na minha vida não existe a palavra impossível”