O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta nesta sexta-feira (24/4), em São Paulo, após submeter-se à retirada de uma lesão no couro cabeludo e a uma infiltração no punho, indicada para tratamento de tendinite no polegar direito. As intervenções, segundo a equipe médica, foram de pequeno porte e realizadas com anestesia local.
Especialistas consultados pela equipe explicam que a lesão retirada era uma ceratose, comumente associada à exposição solar. A peça cirúrgica foi encaminhada para biópsia ainda na sexta-feira, que revelou tratar‑se de um carcinoma basocelular — o tipo mais frequente de câncer de pele, com baixo risco de disseminação.
Médicos destacam que o pós‑operatório costuma ser rápido e sem impacto funcional: curativos, higiene local e evitar exposição direta ao sol enquanto há cicatrização. A orientação inclui uso de protetor solar após a fase inicial de recuperação e acompanhamento dermatológico para vigilância de novas lesões. A volta do presidente às aparições públicas deve passar por medidas simples de proteção; a equipe já sinalizou que ele poderá reaparecer usando o característico chapéu.
Do ponto de vista político, o cardiologista Roberto Kali, médico do presidente, afirmou que o procedimento não deve interferir na campanha, embora Lula deva evitar eventos de grande porte nos próximos dias. Mesmo episódios médicos de baixa complexidade exigem ajuste de agenda e cuidam da imagem pública — um detalhe que a coordenação terá de administrar na rotina de pré‑eleição.