A mais recente pesquisa da Futura Inteligência, divulgada nesta sexta (16), reduz a margem de vantagem do senador Flávio Bolsonaro sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no confronto de segundo turno. No recorte de votos válidos, Flávio aparece com 50,8% contra 49,2% de Lula — números que, pela margem de erro de 2,2 pontos, caracterizam empate técnico e mantêm a disputa aberta.
O movimento ocorreu em apenas três dias: na rodada anterior, divulgada terça (13), Flávio tinha 51,8% e Lula 48,2% em votos válidos. No total de intenções (incluindo indecisos e brancos/nulos), o levantamento sinaliza 49,0% para Flávio e 47,5% para Lula, com 2,1% de entrevistados ainda sem opção definida e 1,5% declarando voto branco ou nulo. A pesquisa foi realizada entre 14 e 15 de outubro e está registrada no TSE (BR-03764/2026).
Outros indicadores do estudo ajudam a desenhar o quadro: as taxas de rejeição aparecem estatisticamente próximas — 47,2% para Lula e 46,1% para Flávio — e a parcela que diz não ter rejeição a nenhum dos dois é pequena. A parcela que aponta Lula como único candidato possível subiu de 42% para 44% em três dias; entre eleitores de Flávio, a intensidade passou de 44% para 45%. Ainda assim, 51% dos entrevistados apontam Flávio como o mais provável vencedor, ante 42% que favorecem Lula.
Politicamente, a oscilação aponta para uma corrida curta e de alta sensibilidade: pequenas variações de campanha, mobilização do eleitorado e percepção de probabilidades podem alterar o quadro em poucos dias. A vantagem reduzida e o empate técnico acendem alerta para as duas campanhas — para o campo de Flávio, a necessidade de consolidar votos e reduzir indecisos; para Lula, a chance de traduzir a aproximação em vantagem efetiva. A avaliação do governo também segue dividida: 47% desaprovam e 46% aprovam, cenário que mantém o ambiente eleitoral fragmentado. A pesquisa retrata um momento, não uma previsão, e reforça que a batalha decisiva será pela capacidade de converter intenção em comparecimento e voto efetivo.