O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve, na Esplanada dos Ministérios, ao lado dos presidentes do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, durante o desfile de 7 de Setembro. Também marcaram presença o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A volta de Alcolumbre ao desfile — ele havia faltado ao evento no ano passado — foi interpretada como sinal de reaproximação com o Palácio do Planalto depois de um período de relações estremecidas. A presença do presidente do Congresso pode reduzir ruídos temporários, mas não elimina desafios políticos imediatos, como a negociação sobre a tramitação da PEC que reduz a jornada para 40 horas.

Fachin participou do ato num contexto sensível para o Judiciário: as recentes revelações sobre o caso Master e a decisão do ministro André Mendonça de retirar sigilo de trechos das investigações colocaram o STF em situação delicada. A presença do chefe do Supremo na Esplanada não neutraliza o desgaste institucional que deriva das suspeitas envolvendo membros da Corte e agentes públicos, tema que amplia pressão sobre a confiança nas instituições.

O desfile teve eixos temáticos — soberania, combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027 — e momentos de campanha, com a primeira-dama Janja emocionada durante a passagem dedicada à proteção de meninas e mulheres. A plateia também cantou 'fim da 6x1', referência à PEC das 40 horas; Alcolumbre indicou que não votará o texto antes das eleições, e a expectativa é de que a análise fique para o intervalo entre o primeiro e o segundo turno. A Secretaria de Comunicação Social informou público de 70 mil pessoas, cenário que mistura agenda cívica e cálculo político.