O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu nesta quinta-feira coordenadores de campanha no Palácio da Alvorada. O encontro ocorreu poucas horas depois de as equipes dos dois candidatos — Lula e o adversário Flávio Bolsonaro (PL) — apresentarem petições ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a abertura dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de ambos.
Participaram do encontro no Alvorada o senador Camilo Santana (PT-CE), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ministro Guilherme Boulos, além da agenda em que Lula recebeu o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira. A reunião aconteceu enquanto representantes petistas formalizavam o pedido no TSE, num momento em que a disputa judicial e pública sobre transparência ganha centralidade.
Horas depois, o presidente deve participar de uma transmissão ao vivo com o deputado André Janones (Rede-MG), que divulgou que Lula entrará no grupo de WhatsApp 'Exército do Lula'. A articulação pública e a mobilização direta a apoiadores são ações esperadas num contexto em que ambos os lados tentam controlar narrativa e reação popular diante da possibilidade de maior escrutínio sobre dados pessoais e financeiros.
Politicamente, o episódio acende alerta sobre a intensidade da disputa: a abertura dos sigilos pode ampliar pressão institucional e midiática sobre candidatos e alianças. Para o governo, a agenda híbrida — combinar reuniões internas e comunicação direta — busca reduzir desgaste e dar corpo a uma resposta pública imediata, sem, porém, alterar o fato de que decisões sobre os sigilos caberão ao Judiciário.