O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (21/10), no Palácio do Planalto, que a cerimônia para sancionar o novo limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e encaminhar a PEC da Tarifa Zero pode ser seu último ato como chefe do Executivo até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A declaração foi feita ao final do evento e foi interpretada por aliados como sinal de uma transição imediata para a agenda de campanha.

No discurso, Lula cumprimentou ministros e parlamentares envolvidos na aprovação das medidas, citando nomes como a chefe da Casa Civil Miriam Belchior, o ministro da Fazenda Dario Durigan, o ministro dos Transportes George Santoro e o titular do Empreendedorismo Paulo Pereira. Também mencionou o deputado Rubens Pereira Júnior, relator do projeto que ampliou os limites do MEI, e outros representantes do Congresso e de governos estaduais presentes na cerimônia. A PEC da Tarifa Zero foi formalmente encaminhada na mesma ocasião.

A declaração tem efeito político imediato: ao declarar a possibilidade de suspender atos oficiais até a votação do segundo turno, o presidente sinaliza prioridade à mobilização eleitoral e usa a agenda de medidas sociais e econômicas como elemento de comunicação política. Essa estratégia pode reforçar a narrativa do governo sobre entregas, mas também acende alerta sobre o uso de atos públicos na reta final da disputa.

A proposta de gratuidade no transporte público, ao ser formalizada via PEC, deverá abrir debate sobre fontes de financiamento e responsabilidade fiscal — temas sensíveis em ambiente de campanha. A cena no Planalto terminou em tom leve, com Lula lembrando a presença da dona Zélia e sua famosa feijoada, mas a leitura política do evento ficará no centro do noticiário até o domingo.