O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta segunda-feira (11/5) da cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar o projeto de lei que institui o dia 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O ato, que consolida a proposta do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), terá a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A iniciativa cria um marco oficial para lembrar as vítimas da pandemia que, segundo o Ministério da Saúde, deixou mais de 716 mil mortos no país desde março de 2020. O período mais crítico foi 2021, com mais de 424 mil óbitos; os números caíram nos anos seguintes, com cerca de 74 mil mortes em 2022, 14 mil em 2023 e 5 mil em 2024, na esteira do avanço da vacinação.
Além do caráter memorial, a sanção tem importância política e simbólica. Para o governo, o gesto reforça a ênfase na memória institucional e no reconhecimento das perdas humanas; para familiares e setores da sociedade, representa uma forma de oficializar o luto coletivo. Ao mesmo tempo, a medida acende alerta sobre a necessidade de traduções concretas em políticas públicas — como aperfeiçoamento do sistema de saúde e mecanismos de prevenção — para que o país evite repetir falhas enfrentadas na crise.
A oficialização do 12 de março entra agora no calendário nacional e deve orientar cerimônias e atos de memória nos anos seguintes. No Plano de fundo, porém, a iniciativa também compõe a narrativa política em torno do legado da pandemia: um movimento que, embora amplamente simbólico, pode ganhar peso nas agendas de saúde pública, responsabilidade institucional e prestação de contas sobre decisões tomadas nos momentos críticos da crise.