O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, almoçaram nesta quinta-feira (7/5) na Casa Branca, em Washington. O encontro de trabalho durou quase três horas no total: primeiro uma reunião a portas fechadas com equipes ministeriais, seguida do almoço ainda no local. Não houve declaração conjunta à imprensa; a previsão é de que Lula falasse posteriormente na embaixada do Brasil.

A comitiva brasileira incluiu o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o ministro do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Rosa; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Do lado americano estiveram nomes ligados à administração Trump e a áreas econômicas e comerciais.

A pedido do presidente brasileiro, o protocolo habitual da Casa Branca foi alterado: em vez das breves falas conjuntas antes do encontro fechado, o contato com jornalistas foi adiado. A mudança reduz a transparência imediata sobre o teor das conversas e reforça a estratégia de controlar a narrativa diplomática — ao mesmo tempo em que suscita questionamentos sobre a divulgação de resultados e acordos.

Além do simbolismo político, a composição das equipes indica que a agenda passou por temas econômicos, comerciais, energia e segurança. O encontro longo sugere negociações com conteúdo operacional, mas a ausência de falas públicas no local alimenta expectativa sobre quais compromissos, se houver, serão formalizados. No plano doméstico, a postura reserva acende cobranças da oposição por mais detalhamento sobre o teor das tratativas.