O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram a portas fechadas na Casa Branca por mais de três horas, acompanhados de ministros, e almoçaram em seguida. Ambos definiram o encontro como positivo: Trump chamou Lula de “muito dinâmico” e sugeriu novas reuniões nos próximos meses.
A agenda incluiu comércio e tarifas, a criação de grupos de trabalho bilaterais, participação de empresas norte-americanas em licitações de infraestrutura, combate ao crime organizado e a nova política brasileira para minerais críticos e terras raras. Lula também defendeu reforma do Conselho da ONU e afirmou disposição para dialogar sem abdicar da soberania.
No plano político, a visita rende ao governo um sinal de capacidade diplomática diante de um Executivo republicano — alívio para relatos de isolamento e trunfo para a imagem internacional. Para a oposição e setores da base, porém, a aproximação pode gerar questionamentos sobre concessões e sobre como conciliar parcerias com a defesa de interesses estratégicos.
Economicamente, a abertura para investimentos americanos em infraestrutura e minerais tem potencial para atrair recursos e tecnologia, mas depende de regras claras, transparência nas licitações e garantias sobre controle estratégico e benefícios nacionais. A reunião avançou em tom pragmático; agora cabe transformar acordos vagos em cronogramas, cláusulas e resultados mensuráveis. Washington, EUA.