O Palácio do Planalto não trabalha atualmente com uma reunião bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump durante a Assembleia Geral da ONU, na próxima semana em Nova York. Lula deve desembarcar na noite de domingo (20/9) e, como é tradição para o Brasil, abrirá a sessão de discursos na terça-feira (22/9). Trump também está entre os chefes de Estado que discursarão no encontro.

A possibilidade de um contato informal, porém, permanece aberta. No ano passado, os dois se cruzaram nos corredores da sede da ONU e conversaram por cerca de 39 segundos antes do discurso do presidente americano — um diálogo curto que, se repetido, seria sobretudo simbólico e de baixa duração, sem caráter de negociação formal.

Enquanto a agenda bilateral com Washington não aparece, a equipe de Lula avalia a recepção ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, proposta pelo próprio chefe do Executivo municipal. O encontro, ainda não formalizado, foi sugerido para a residência oficial do embaixador do Brasil junto à ONU. Mamdani, de 34 anos, é visto como uma liderança associada ao campo progressista americano; sua aproximação oferece a Lula um palco alternativo de diálogo político em Nova York.

No plano político, a ausência de um encontro formal com Trump pode ser lida de formas distintas: como mera consequência de agendas concorrentes ou como sinal de limites ao aprofundamento de um braço a braço diplomático neste momento. A possibilidade de um contato rápido nos corredores mantém aberta a chance de um registro público, mas sem a substância de uma reunião bilateral. Será preciso acompanhar se o Palácio confirmará a audiência com Mamdani e como esse conjunto de decisões será interpretado na chave de política externa e de imagem do governo.