O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira o Hospital do Amor Interestadual de Lagarto (SE), apresentado pelo governo como a primeira unidade oncológica com atuação interestadual do país. A gestão federal destinou R$137,5 milhões para implantação e funcionamento, e a secretaria afirma que o serviço será 100% pelo SUS, beneficiando cerca de 2,9 milhões de pessoas.
A unidade foi planejada para atender 153 municípios em quatro estados — Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco — e está integrada ao programa Agora Tem Especialistas. O objetivo declarado é levar diagnóstico e tratamento para regiões fora dos grandes centros, reduzindo deslocamentos e esperas para pacientes oncológicos.
Na visita, Lula falou pela primeira vez em público sobre o tratamento que vem recebendo: informou que teve uma lesão removida em 24 de abril e que fará um ciclo preventivo de 15 sessões de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, com sessões rápidas ao longo de três semanas. O presidente ressaltou que o mesmo tipo de equipamento estará disponível ao público atendido pelo SUS.
Além do foco em saúde, a agenda teve tom político. Lula criticou a classificação feita por autoridades dos Estados Unidos sobre facções criminosas e afirmou que o país não aceitará ser tratado de forma humilhante. O discurso combina demonstração de políticas sociais — com investimento federal substancial — e confronto diplomático; será avaliado tanto pelo impacto concreto na oferta de serviços quanto pelo retorno político que o governo colherá na comunicação com o eleitorado.