Em comício realizado em Porto Alegre, o presidente Lula reagiu aos recentes desdobramentos do caso Master e atribuiu a ascensão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao período do governo Jair Bolsonaro. O episódio ganhou novo fôlego após o ministro do STF Edson Fachin solicitar a liberação dos sigilos de inquéritos relacionados ao Banco Master.

Ao comentar a decisão do Supremo, o presidente reforçou que o escândalo expõe práticas da gestão anterior e criticou tentativas de setores da direita de vincular o Partido dos Trabalhadores ao esquema. Lula salientou que, na sua visão, figuras que prosperaram naquele período agora respondem a processos; tratou o episódio como um golpe de grande magnitude contra os cidadãos.

No tom de reparação e defesa política, o governo destacou medidas já adotadas: segundo o presidente, foram pagos R$ 3,5 bilhões a cerca de 5 milhões de aposentados e pensionistas afetados e houve recuperação de ativos que somariam mais de R$ 100 bilhões, a serem revertidos ao erário. O anúncio serve também para marcar diferença de gestão e colocar pressão sobre aliados do episódio na CPMI do INSS.

Além de abordar o Master, Lula aproveitou o comício para tratar de educação, combate à violência de gênero e soberania nacional. Politicamente, a repercussão do caso consolida um narrativo que complica adversários e pode influenciar o debate eleitoral e institucional nos próximos meses, abrindo espaço para pressões por transparência e responsabilização.