A atriz Malu Mader publicou um vídeo nas redes sociais nesta quinta (17/9) em que declara voto no presidente Lula para 2026, atribuindo ao atual governo a “renovação” do cinema brasileiro. No depoimento, ela afirma que a produção audiovisual voltou a gerar empregos e plateias, e relaciona a escolha política à valorização da cultura como trabalho e economia.

Mader recordou episódios de dificuldade para a classe artística — “cinema parado, projetos na gaveta” — e creditou a recuperação ao conjunto de políticas públicas voltadas ao setor. O pronunciamento acontece dias após participação do marido, Tony Bellotto, em ato do PT no Rio de Janeiro, o que dá ao gesto um caráter público e articulado no ambiente de apoio cultural ao governo.

“Meu nome é Malu Mader e eu estou com Lula. O Brasil está pronto para mais.”

Do ponto de vista político, o depoimento tem peso simbólico: reforça a narrativa governista de que o investimento em cultura trouxe resultados concretos para o mercado audiovisual e mobiliza visibilidade no universo artístico, segmento com frequência buscado por campanhas em busca de legitimação cultural. Ao mesmo tempo, revela risco eleitoral inverso: apoios de celebridades podem polarizar a recepção do público e estimular reação entre setores críticos às políticas do governo.

Em termos práticos, declarações como a de Mader ajudam a compor a cena pública do pré-2026, somando-se a outros apoios do meio cultural e ampliando o debate sobre financiamento, emprego e papel do Estado na cultura. Resta ver se o gesto terá reflexo mensurável nas intenções de voto ou se permanecerá sobretudo um registro simbólico de alinhamento.