A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27/10), a 2ª fase da Operação Castratio, cumprindo cinco mandados de busca e apreensão no município do Rio de Janeiro e em Niterói. Entre os endereços alvo está a casa do deputado reeleito Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que já havia sido investigado na etapa inicial da ação, em maio.
Segundo a corporação, os materiais apreendidos na primeira fase motivaram novas diligências. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal em razão do foro privilegiado do parlamentar. A PF informou que a investigação busca apurar a extensão da organização e possíveis práticas ilegais que podem configurar peculato, corrupção — passiva e ativa — e lavagem de dinheiro.
O inquérito mira contratos firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento com empresa privada para serviços de castração e esterilização de animais, cujos valores somam até R$ 200 milhões. Na época da celebração desses contratos, Queiroz era titular da pasta, fato que coloca no centro da investigação o desenho das licitações e a gestão dos recursos públicos.
A nova fase amplia o risco político e jurídico para o deputado e acrescenta pressão sobre a gestão dos contratos estaduais. A operação também tende a acentuar o escrutínio sobre controles e transparência nas contratações públicas. A reportagem procurou Marcelo Queiroz; o espaço segue aberto para manifestação.