Se tivesse se desincompatibilizado do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg (PSB) seria, segundo correligionários, a vice ideal para Ricardo Cappelli. A avaliação interna reconhece tanto a simbologia do nome quanto a potencial capacidade de agregar ao projeto eleitoral — mas esse movimento nunca se materializou porque ela não demonstrou vontade de concorrer.

Com a 'vice dos sonhos' fora do tabuleiro, a tarefa de Cappelli muda de tom: é preciso encontrar um nome que acrescente consistência à chapa sem, ao mesmo tempo, atrapalhar planos regionais e acordos já costurados pelo partido. A busca envolve trade-offs eleitorais e risco de desgaste interno se escolhas forem percebidas como imposição.

Uma ampliação de aliança mais confortável ao PSB dependeria, ainda, de recuos do PT, que até agora não sinaliza intervenção para organizar a composição. Sem esse gesto, as alternativas práticas ficam limitadas e a margem de manobra do PSB para formar uma chapa mais ampla fica reduzida.

O quadro acende um alerta político: a dificuldade de emplacar um vice de consenso pode complicar a narrativa da campanha e exigir concessões que penalizem competitividade. Resta ao PSB decidir entre proteção interna — evitar rupturas — e ambição externa, buscando parceiros que realmente agreguem votos e legitimidade à chapa.