O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro — conhecido como Marcola — deixou nesta quarta-feira (5/8) a coordenação da campanha à reeleição do petista. A decisão foi tomada no centro da rotina política do Planalto, em um esforço evidente da base aliada para frear o avanço do assunto na disputa eleitoral.

A saída acompanha o desgaste provocado por revelações sobre uma suposta ligação entre Marcola e a empresária Roberta Luchsinger, apontada em reportagens como sócia de Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS'. Antunes é investigado por suposta atuação em esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e a associação passou a ser explorada por adversários.

Nos bastidores, auxiliares e caciques da campanha avaliaram que a permanência do ex-assessor se transformou em risco político. Marcola, que foi um dos auxiliares mais próximos de Lula durante o governo e depois incorporado à estrutura eleitoral, tornou-se um elemento de desgaste que a coordenação preferiu dissociar para tentar blindar a campanha.

A expectativa interna é que a saída seja usada como medida de contenção: reduzir o ruído e impedir que a oposição converta o episódio em um dos eixos da campanha. Ainda assim, o caso expõe fragilidades na gestão de nomes próximos ao Planalto e abre espaço para perguntas sobre filtragem de vínculos e custo político de escândalos na proximidade do eleitor.