A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) saiu em defesa do Supremo Tribunal Federal nesta segunda-feira, classificando as críticas recentes às decisões monocráticas como parte de uma ofensiva política destinada a enfraquecer as instituições. A declaração sucede um artigo do ministro Flávio Dino em que ele valoriza o instrumento monocrático e a decisão de Alexandre de Moraes que suspendeu a análise de pedidos iniciais com base na nova Lei da Dosimetria.
Sem negar o risco de judicialização da política, Maria do Rosário afirmou que ataques recorrentes ao Judiciário compõem uma estratégia de confronto permanente por parte de setores da oposição. Para a deputada, o objetivo é criar um clima de instabilidade que permita ganhos eleitorais e políticos, estratégia que, segundo ela, tem sido alimentada por bolsonaristas em diferentes frentes.
No debate público, Dino argumentou que decisões monocráticas estão previstas no ordenamento e são essenciais para a celeridade; boa parte delas, destacou o ministro, é confirmada pelos colegiados. A suspensão determinada por Moraes sobre pedidos relativos aos atos de 8 de janeiro foi defendida por Maria do Rosário como alinhada ao texto constitucional, ao passo que opositores avançam com uma PEC para limitar poderes individuais de ministros do STF.
O embate tem implicações práticas: a pressão para pautar a PEC na Câmara coloca o presidente da Casa no centro do conflito e tende a aumentar a polarização institucional. Para o governo, o desafio é defender a independência do Judiciário sem transformar a disputa em trincheira política; para a oposição, a ofensiva pode mobilizar base, mas também elevar o custo político de um desgaste institucional que repercute além do Congresso.