Marina Silva (REDE) afirmou, em entrevista durante o 3º Fórum Mulheres na Política em Limeira, que sua eventual candidatura ao Senado por São Paulo só será definida após uma decisão entre ela e o ex-ministro Márcio França (PSB). A declaração mantém em aberto a composição da chapa do campo liderado pelo ex-ministro Fernando Haddad para o governo paulista, já confirmado pelo PT.

A conversa sobre quem ocupará a segunda vaga ao Senado — hoje debatida entre Marina e França — arrasta também a indefinição sobre o posto de vice de Haddad, que pode ficar a cargo de um dos dois nomes. Em um cenário político competitivo como o de São Paulo, a demora na definição expõe dificuldade de articulação e aumenta a pressão por uma solução rápida.

No evento, Marina também destacou a sub-representação feminina no Congresso e no Senado, citando que as mulheres ocupam cerca de 18% das cadeiras, apesar de serem maioria da população. O tema tem peso simbólico na costura da chapa, mas não resolve o desafio prático de montagem eleitoral e divisão de espaços entre partidos aliados.

A indefinição em São Paulo indica que a aliança ainda negocia equilíbrio entre palanques, afinidades partidárias e apelos regionais. Se a escolha atrasar, a campanha de Haddad pode enfrentar custos operacionais e políticos na mobilização e no fechamento de acordos locais — um risco real para a coordenação do grupo na maior praça eleitoral do país.