A deputada federal Marina Silva (Rede) informou neste domingo (12/7), via vídeo publicado na rede social X, que será candidata ao Senado por São Paulo. Na mensagem, ela comparou o atual clima político ao das eleições de 2022 e disse que o momento exige uma frente ampla para estabilizar a democracia, defender a soberania nacional e consolidar conquistas já alcançadas.

Sem citar nomes, Marina criticou o que chamou de 'entreguismo' às posições externas e afirmou que há quem faça mais apologia à bandeira americana do que à brasileira. No vídeo, ela mencionou tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e a ameaça a recursos naturais, qualificando a cooperação de aliados do governo Trump como exemplo de subserviência política. A fala também foi interpretada como referência à atuação do pré-candidato Flávio Bolsonaro junto à administração americana.

A declaração gerou reações no campo político. Marina e a ex-ministra Simone Tebet, que também anunciou candidatura ao Senado, enfrentaram críticas de alas da direita por disputarem vagas em São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reforçou essa crítica ao afirmar que nenhuma delas começou a carreira política no estado e questionar sua viabilidade eleitoral em seus estados de origem.

Do ponto de vista político, a entrada de Marina na disputa pelo Senado realça o debate sobre alinhamento externo e proteção dos recursos nacionais. A ênfase na defesa da soberania acende alerta para o grupo governista e amplia desgaste entre eleitores sensíveis a posições nacionalistas. Em um cenário de atenção ao ambiente e ao comércio exterior, a candidatura tende a intensificar a disputa narrativa em São Paulo e a pressionar rivais a posicionamentos mais claros sobre relações com os EUA.