Em publicação no X para o Dia das Crianças, Marina Silva afirmou que a formação das crianças passa pelo exemplo dado pelos adultos, pelo lar, pela rua e pela televisão. A ex-ministra usou a data para transformar um cumprimento em crítica política ao destacar o papel das referências na infância.

Na postagem, Marina censurou a escolha, por parte do bolsonarismo, de normalizar o acesso a armas entre jovens e de tratar essa postura como sinônimo de liberdade. Ela recorreu a Provérbios 22:6 e lembrou que a Constituição prevê proteção à infância, associando a pauta à necessidade de escolas que funcionem e de uma educação transformadora.

O posicionamento tem dupla dimensão: moral e estratégica. Ao usar uma data simbólica para atacar práticas ligadas ao bolsonarismo, Marina busca demarcar contraste sobre segurança e ensino, mobilizando sensibilidades familiares. A mensagem acende alerta para o governo ao ampliar o custo político de posições que remetem à flexibilização do armamento entre jovens.

No campo do debate público, a iniciativa desloca a discussão de mera segurança para prioridades sociais — qualidade da educação e proteção da infância — e sinaliza intenção da oposição de disputar o centro do eleitorado por meio de temas que tocam diretamente as famílias. Mais que retórica, é uma tentativa de marcar agenda e cobrar alternativas concretas.