A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) elogiou nesta terça-feira o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU e classificou a postura como ato de coragem diante de uma potência militar. Em evento de mobilização do PT em São Paulo, Marina disse que o pronunciamento merece ser preservado como marco político, ressaltando a relevância do tema da soberania nacional no debate diplomático.
Ao retomar o tom da fala presidencial, Marina disse que o Brasil não pode ser tratado como 'quintal' de outra potência e defendeu a necessidade de limitar intervenções externas, inclusive militares. A ex-ministra também retomou o foco ambiental do discurso, argumentando pela urgência de reduzir a dependência de combustíveis fósseis como parte da estratégia de desenvolvimento e preservação.
Na mesma intervenção, Marina qualificou o atual presidente norte-americano como autoritário e negacionista, e apontou para a concentração de poder das big techs sediadas nos Estados Unidos como um risco a ser enfrentado. O recado combina crítica ao modelo político de Washington com ênfase em temas caros ao eleitor ambientalista e sustentável.
Politicamente, o apoio público de Marina ao pronunciamento de Lula reforça a visibilidade das pautas ambientais e de soberania na agenda nacional, mas também levanta dúvidas sobre o espaço de independência que a candidata pretende ocupar no eleitorado de centro-direita e centro. A declaração pode tanto ampliar o alcance de suas propostas quanto complicar posicionamentos futuros diante de eleitores críticos ao governo.