A ex-ministra e candidata ao Senado Marina Silva foi alvo de uma abordagem agressiva por um homem no início da tarde desta segunda-feira durante uma caminhada no centro de São Paulo. Ao se distanciar do grupo, a candidata foi abordada com palavras e gestos hostis, o que a levou a procurar abrigo em uma loja próxima com apoio da segurança do evento.
No ato também estavam Fernando Haddad, candidato ao governo paulista, e Simone Tebet, que disputa a reeleição ao Senado por São Paulo, segundo a organização. A assessoria de Marina afirmou que até o momento não foi registrado boletim de ocorrência sobre o episódio, informação que suscita dúvidas sobre o procedimento padrão em casos de agressão a candidatos em campanha.
Marina recusou-se a responder diretamente ao agressor e afirmou que já esperava esse tipo de situação, defendendo que a reação serena tende a reduzir a hostilidade. Ela alertou, porém, que a ausência de repúdio público por parte de atores políticos pode ser interpretada como conivência, uma crítica que aponta para o custo político de omissões no discurso público.
O episódio reforça o debate sobre segurança em atos de campanha e o risco de normalização de condutas agressivas no ambiente eleitoral. Além do impacto imediato sobre a agenda da candidata, a situação pressiona partidos e lideranças a estabelecerem tom e limites claros, sob pena de ampliar desgaste institucional e de imagem para quem permanecer em silêncio.