Brasília, DF – O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), disse nesta terça-feira (3/11) que fechou com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) um entendimento para que nenhum dos dois concorra contra o outro à Presidência da Casa.

A movimentação visa concentrar esforços da oposição na tentativa de impedir a reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), cuja condução da agenda irritou parte do bloco — inclusive pela falta de avanço em pautas prioritárias, como o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Temos um acordo entre nós: não seremos candidatos um contra o outro

Marinho lidera a ala mais ligada ao bolsonarismo e tenta transformar o protagonismo político da campanha presidencial em força no Congresso. Tereza Cristina aparece como alternativa com maior apelo junto ao centrão e ao agronegócio, o que ajuda a reduzir resistências internas.

O senador afirmou que o PL insistirá em destaque para votar separadamente a emenda que propõe reduzir a maioridade penal — de 18 para 16 anos em crimes gerais e para 14 em crimes hediondos — no âmbito da PEC da Segurança Pública, e que a bancada apoiará a proposta principal mesmo se a emenda for rejeitada.

Na avaliação de Marinho, a proposta de mudança do sistema eleitoral para o distrital misto, debatida na Câmara e com previsão de vigorar apenas em 2034, merece ajustes. “Do jeito que está sendo colocada pela Câmara a questão do voto distrital misto, nós somos contrários. Eu acredito que é importante o voto distrital, inclusive até o misto, mas hoje, pela composição ou pela forma como os partidos se comportam, essas listas elas terminam perdendo um pouco da representatividade. Os partidos precisam ser também mudados para que a gente pudesse concordar com o voto em lista, ou meio a meio”, disse.

Do jeito que está sendo colocada pela Câmara a questão do voto distrital misto, nós somos contrários. Eu acredito que é importante o voto distrital, inclusive até o misto, mas hoje, pela composição ou pela forma como os partidos se comportam, essas listas elas terminam perdendo um pouco da representatividade. Os partidos precisam ser também mudados para que a gente pudesse concordar com o voto em lista, ou meio a meio