O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, cobrou nesta quinta-feira (13/8) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque em pauta a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a carga horária e extingue a jornada de trabalho 6x1. O pedido foi feito durante a divulgação do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS), pouco depois do encontro entre o presidente Lula e Alcolumbre.

A cobrança pública expõe um movimento do governo para transformar o diálogo institucional em pressão legislativa. Ao exigir rapidez do presidente do Senado, Marinho sinaliza que a proposta voltou a ter centralidade na agenda trabalhista do Planalto e que o Executivo espera um gesto concreto de Alcolumbre após o encontro com Lula.

Politicamente, a cobrança acende alerta para o presidente do Senado: decidir pela pauta pode atender uma demanda da base aliada e de categorias de trabalhadores; adiar a votação, por sua vez, amplia desgaste e aumenta críticas sobre a capacidade do Congresso de responder a reivindicações do mercado de trabalho. A proposta, se avançar, terá impacto direto nas negociações sindicais e na comunicação do governo com setores produtivos.

A definição sobre calendário legislativo permanece nas mãos de Alcolumbre. Do ponto de vista institucional, a cobrança reforça a agenda do ministro e pressiona o Senado por uma resposta que evite nova percepção de atraso em propostas sensíveis para a base eleitoral pró-trabalho. Resta acompanhar se a sinalização se converterá em votação ou em nova postergação.