O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), disse receber com tranquilidade a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a abertura de inquérito para apurar a destinação dos recursos usados na produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Marinho afirmou ao Correio que a apuração "ficará clara que não há ilícitos".
A investigação foi aberta após pedido da Polícia Federal e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República, que apontou elementos suficientes para o procedimento. A PF identificou possíveis conexões entre o financiamento do longa e operações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — informação que motivou a tramitação na Corte.
Embora Marinho aposte no arquivamento das suspeitas, a movimentação expõe a pré-campanha de Flávio a um risco político concreto: a simples abertura do inquérito acende alerta sobre transparência de recursos vinculados a produções que contribuem para a narrativa pública do grupo. Para a campanha, será necessário transformar a investigação em oportunidade de demonstrar documentação e origem lícita das verbas.
Do ponto de vista institucional, a decisão de Mendonça consolida na prática a via de atuação entre PF, PGR e STF em apurações sensíveis ao jogo político. Resta acompanhar a rapidez e a profundidade da investigação — desfechos e prazos que definirão se a questão terá impacto pontual ou provoque desgaste mais duradouro à imagem dos envolvidos.