Mato Grosso do Sul terá oito nomes na disputa pelo Palácio do Governo nas eleições de 2026. Em ordem alfabética aparecem Daniel Lemes (PCO), Delcídio Amaral (Federação PRD/Solidariedade), Renato Gomes (DC), Eduardo Riedel (Fazendo o Futuro Acontecer), Fábio Trad (Por um MS do Povo), Jeferson Bezerra (Agir), João Henrique Catan (Novo) e Lucien Rezende (Federação PSOL/Rede). A diversidade de legendas e formatos de federação sinaliza competição pulverizada e a necessidade de costura de alianças.
O universo eleitoral do estado soma 2.024.884 eleitores aptos. Do total, 53% são mulheres e 47% homens. Entre os que declararam cor ou raça, 49,62% se identificaram como pardos, 38,84% como brancos, 6,79% como pretos, 3,94% como indígenas e 0,82% como amarelos. Esses números oferecem pistas sobre segmentos sociais que as campanhas terão de abordar com mensagens específicas, especialmente em regiões onde a presença indígena é mais expressiva.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno para 25 de outubro. A existência de oito candidaturas torna plausível a ida para a segunda volta — um cenário que acende alerta sobre o custo político e financeiro da campanha, a necessidade de formação de coligações e a pressão por acordos pós-eleitorais. Para nomes de menor expressão, negociações podem virar moeda de troca por vice ou apoio a projetos legislativos.
Nos próximos meses, estarão em jogo a capacidade de articulação dos principais nomes, a eficiência na comunicação e a conversão do perfil demográfico em votos. O que se desenha é uma disputa competitiva, em que a distribuição regional do eleitorado e a habilidade em costurar alianças serão tão decisivas quanto o desempenho nas urnas.