O MDB de Minas anunciou nesta terça-feira a indicação de dois nomes para disputar as duas vagas do estado no Senado: Manoel Carvalho, vice-prefeito de Muriaé, na Zona da Mata, e o empresário do agronegócio Paulo Roberto, de Capinópolis, no Triângulo Mineiro. A bancada estadual do partido levará a confirmação formal da composição à reunião da Direção Executiva marcada para quinta-feira (13/8), quando também serão ratificadas as suplências.
Para a vaga de Manoel Carvalho, o MDB escolheu Kelvin Faria, de Caxambu, e a vereadora Ivanise Castro, de Dionísio, como primeiras suplências. Paulo Roberto terá como suplentes Arcanjo Pimenta, empresário e liderança do movimento negro em Belo Horizonte, e Nena Marquese, ex-prefeita de Formoso, no Norte de Minas. Os nomes se somam à chapa majoritária que já conta com Gabriel Azevedo como candidato ao governo e Maria Helena como candidata a vice-governadora.
A direção do partido justifica a montagem da chapa pela necessidade de representar diferentes regiões do estado: segundo a nota partidária, a composição abrange sete das dez regiões de Minas. O raciocínio adotado privilegia a distribuição territorial como ferramenta para ampliar o alcance eleitoral e tentar equilibrar presença entre capital e interior — uma resposta às dificuldades naturais de cobrir um estado com 853 municípios e realidades muito distintas.
Do ponto de vista político, a estratégia tem pontos práticos e riscos. Cobrir várias regiões ajuda a construir palanques locais e a demonstrar capilaridade, mas também exige coordenação e custo organizacional para transformar representatividade regional em votos efetivos. A formalização na reunião estadual será o momento de ajustar a articulação entre as candidaturas e testar se a composição anunciada converte em unidade partidária suficiente para a disputa de outubro.