O MDB nacional tenta nesta semana acalmar a crise interna que se instalou no diretório do Distrito Federal. A direção da legenda marcou uma série de reuniões com lideranças locais e nacionais com o objetivo formal de “pacificar” as correntes regionais até quinta-feira (11/6). Apesar do pedido de intervenção feito por um grupo de parlamentares, por ora não há expectativa pública de que a Executiva Nacional promova uma intervenção formal.

O desgaste ganhou corpo após requerimento apresentado por deputados do próprio partido — liderados por Rafael Prudente (MDB-DF) e subscritos por Hermeto, Iolando e Jaqueline Silva — que questiona a condução política do diretório regional. Os parlamentares criticam o alinhamento do presidente regional, Wellington Luiz, com a governadora Celina Leão (PP), e apontam que recentes declarações públicas da governadora, como a afirmação de que “sucessão nunca será submissão”, foram interpretadas por aliados de Ibaneis Rocha como um recado direto ao ex-governador.

Para deslocar o conflito para a esfera nacional, o presidente do MDB, Baleia Rossi, suspendeu temporariamente todas as decisões do diretório do DF relacionadas a coligações e candidaturas majoritárias até que a Executiva analise o caso. Rossi também designou o líder do partido na Câmara, Isnaldo Bulhões (MDB-AL), para conduzir as tratativas, e montou uma comissão de cinco integrantes que ficará responsável por avaliar o cenário local e elaborar um relatório sobre a situação.

A disputa expõe uma divisão prática sobre qual espaço o MDB pretende ocupar na composição da chapa de 2026 e acende um alerta para a capacidade do partido de costurar entendimentos no DF. Além do custo político imediato — com nomes relevantes trocando farpas internas e pressionando por mudança de conduta — a crise complica as articulações eleitorais e pode ampliar o desgaste da sigla se não houver uma solução negociada e rápida.