O MDB decidiu não lançar candidato à Presidência da República nem fechar coligações em âmbito nacional nas eleições deste ano. A decisão foi oficializada na convenção nacional realizada de forma virtual na segunda-feira (27). A direção nacional optou por liberar os diretórios estaduais para definir alianças locais.

Na versão oficial, a liberação das bases estaduais tem por objetivo pacificar o partido e concentrar esforços em disputas pelo governo dos estados e nas cadeiras estaduais e federais. O movimento indica, na prática, que o MDB priorizará palanques regionais em vez de protagonismo na corrida presidencial.

A opção pelo foco subnacional tem efeito prático: preserva tempo e recursos para as campanhas governistas e para a ampliação da bancada no Congresso, mas reduz a capacidade do MDB de barganhar em nível nacional. Para a campanha presidencial, a ausência do MDB pode simplificar composições em alguns palanques ou abrir espaço para outros partidos do centro.

A decisão, tomada em modelo virtual já usado em 2022, também revela uma leitura estratégica da executiva do partido sobre custo político e retorno eleitoral. Resta ver se a tática de priorizar vitórias estaduais se traduzirá em fortalecimento real nas urnas e em maior influência na costura de coalizões pós-eleitorais.