A menos de uma semana do primeiro turno, a pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira revela um quadro de alta competitividade: Luiz Inácio Lula da Silva marca 39,4% das intenções de voto ante 38,4% de Flávio Bolsonaro — diferença dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Num eventual segundo turno, o empate técnico se repete, com 48,5% para Lula e 48% para Flávio. O levantamento, contratado pelo Canal Meio, ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 25 e 28 de setembro e está registrado no TSE (BR-08706/2026).
Os números consolidam uma corrida polarizada entre os dois principais nomes e expõem risco para as narrativas de campanha: nenhum dos lados pode considerar a vantagem consolidada. A concentração de votos nos dois candidatos — com Augusto Cury em terceiro lugar (6,7%) e os demais bem atrás — amplia o peso do trabalho de convencimento, da mobilização de bancada e da negociação por apoios de última hora. Em cenário tão apertado, votos considerados “indecisos” ou de menor expressão podem decidir o resultado.
Politicamente, a sondagem acende alerta para a estratégia governista e para a oposição: para o PT, o dado indica necessidade de recuperar margem de segurança no eleitorado que já votou nos partidos aliados; para o PL, reforça a oportunidade de intensificar capilaridade e campanha nas regiões onde o candidato tem desempenho mais fraco. Também pesa o aspecto institucional: uma disputa tão equilibrada tende a elevar a importância do acompanhamento jurídico, da cobertura da mídia e da fiscalização do pleito.
Além de Cury (6,7%), o levantamento traz Renan Santos com 4,5% e Ronaldo Caiado com 4,4%; Romeu Zema registra 3,5%. Brancos e nulos somam 2,1% e 1,5% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. Com intervalo de confiança de 95%, a margem de erro de 2,2 pontos torna o quadro suscetível a pequenas oscilações de última hora — o que coloca pressão sobre as campanhas para converter intenção em voto efetivo e ajustar mensagens onde houver fragilidade.