O ministro André Mendonça determinou, na sexta-feira (11), a retirada do sigilo de 18 processos vinculados às investigações do Banco Master, atendendo a apontamento da Procuradoria‑Geral da República de que peças importantes ainda não estavam disponíveis aos demais ministros do Supremo. Em despacho, Mendonça ressaltou que os autos liberados não integram o objeto da sessão extraordinária do plenário prevista para terça‑feira (15).

Horas antes, o ministro Alexandre de Moraes havia comunicado ao presidente do STF, Edson Fachin, que 18 procedimentos completos e cerca de 180 documentos permaneciam inacessíveis ao colegiado, defendendo que o acesso não pudesse ficar condicionado à seleção do relator. Mendonça rejeitou acusações de divulgação seletiva, afirmando ter disponibilizado o que era diretamente relacionado ao julgamento e mantendo sob sigilo trechos que envolvem investigações em curso e informações bancárias, fiscais ou pessoais.

Além da liberação dos 18 procedimentos indicados pela PGR, o relator também ordenou a abertura de outros autos ligados às apurações, ampliando o alcance do material acessível aos ministros. A movimentação decorre da disputa interna no STF sobre até onde deve ir a transparência em casos sensíveis, como a Operação Compliance Zero e as investigações sobre o Banco Master.

Na prática, a decisão aumenta o material à disposição do plenário, mas não encerra a controvérsia: a discussão sobre sigilo versus publicidade processual segue em curso e pode influenciar a dinâmica do julgamento extraordinário, alimentando tensão entre ministros e levantando dúvidas sobre a uniformidade do acesso às provas no tribunal.