Em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o advogado‑geral da União, Jorge Messias, buscou consolidar a narrativa de experiência e isenção para sua eventual nomeação ao Supremo Tribunal Federal. Ao abrir sua exposição, o indicado enfatizou o apoio público do ministro André Mendonça e afirmou sentir orgulho da relação de amizade e respeito entre os dois.
Messias lembrou que Mendonça já passou pelo mesmo processo de sabatina, argumento que usou para atribuir maior peso político e simbólico ao endosso. Ao qualificar o ministro como jurista de destaque, o indicado procurou transformar o apoio em elemento de legitimidade perante senadores céticos ou indecisos.
No núcleo técnico da defesa, Messias destacou mais de 25 anos de carreira no serviço público e listou entregas que, segundo ele, atestam sua qualificação para o cargo. Alegou também estar tranquilo quanto ao atendimento dos requisitos constitucionais exigidos para uma vaga no STF e apresentou sua trajetória como serviço, não como ambição pessoal.
Além de destacar credenciais, a estratégia de Messias na CCJ tem claro objetivo político: usar o respaldo de um ministro já sabatinado para reduzir resistências e acelerar sua travessia no Senado. Resta observar se a combinação de discurso técnico e endosso político será suficiente para aplacar questionamentos de parlamentares sobre âmbito e independência do futuro ministro.