O advogado‑geral da União, Jorge Messias, informou nesta quinta‑feira que recebeu "com otimismo e serenidade" a definição da data para sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, marcada para 29 de abril. A nota oficial agradeceu a condução do processo e citou os senadores Davi Alcolumbre, presidente do Senado, Otto Alencar, presidente da CCJ, e Weverton Rocha, relator da indicação.

Messias ressaltou que manterá um diálogo "franco e aberto" com os 81 senadores até a avaliação. No campo prático, a promessa de interlocução busca reduzir incertezas e recompor eventuais resistências, especialmente depois do intervalo entre a indicação, anunciada em novembro de 2025, e o envio formal do nome ao Senado apenas em abril.

Messias afirmou que recebeu a marcação da sabatina com otimismo e serenidade.

Nos bastidores, o relator Weverton Rocha já sinalizou que apresentará parecer favorável, apontando que Messias atende aos requisitos constitucionais. A manifestação do relator diminui a margem de surpresa na CCJ, mas não elimina o desafio de garantir votos suficientes no plenário — processo que pode expor custos políticos e exigir concessões do governo.

A tramitação atrasada e a necessidade de articulação parlamentar acendem alerta para a base aliada: mesmo com apoio formal do relator, a aprovação não é automática. Para o Planalto, o caso revela a sensibilidade de indicações ao STF, que têm impacto direto sobre a percepção de governabilidade e sobre o ambiente institucional do mandato.

Se aprovado pela CCJ e depois em votação plenária, Messias assumirá uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Até lá, a estratégia adotada pelo indicado — combinar cortesia institucional com esforço de convencimento — será testada na arena política, onde números, pressões e resistências podem complicar a narrativa oficial.

Prometeu manter diálogo franco e aberto com os 81 senadores até a avaliação na CCJ.