A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que desativou sete perfis considerados irregulares após a ação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mesmo documento, a empresa rejeitou qualquer indício de manipulação pró-candidatura e explicou que dois dos episódios que motivaram a investigação decorreram de problemas técnicos em seus sistemas.
Sobre a suspensão temporária da conta de anúncios da campanha, ocorrida em 23 de setembro, a empresa disse ter entendido a atividade como suspeita de simulação de um programa social do governo e manteve a conta inativa por pouco mais de uma hora. Já o erro na contagem de visualizações dos Reels, em 7 de outubro, foi descrito como um problema global que afetou criadores em mais de 100 países, não sendo um episódio restrito ao Brasil.
Na contestação ao TSE, a Meta relatou ter analisado 35 perfis citados na ação judicial e apontou que sete foram efetivamente desativados — seis por reincidência em violações das regras e um por identidade enganosa. A coligação havia levantado suspeitas sobre uma rede maior, da ordem de 255 contas, associadas à difusão de conteúdo e práticas de desinformação; a empresa, porém, não detalhou quantas das contas apontadas continuam ativas.
A resposta formal da plataforma evita admitir viés nos algoritmos, mas não apaga o custo político do episódio: a falta de transparência na gestão e no cruzamento de informações acende alerta para a Justiça Eleitoral e para campanhas sobre o impacto de falhas técnicas em uma disputa. A cobrança do PT por esclarecimentos adicionais põe pressão sobre a Meta e reforça a demanda por mecanismos mais claros de responsabilização e supervisão de grandes plataformas durante períodos eleitorais.