Michelle Bolsonaro recebeu alta na noite deste domingo (2/8), por volta das 21h, depois de ser internada em Brasília por uma crise intensa de enxaqueca. Segundo apurou a reportagem, ela já deixou o hospital e está em casa sob acompanhamento médico.
O boletim divulgado pela equipe que a atendeu informa que foram realizados exames e um procedimento de bloqueio anestésico de nervos cranianos, com resposta considerada satisfatória. Em mensagem enviada à convenção do PL-DF, a ex-primeira-dama relatou que sofre há mais de dez dias com dores e que precisou ser internada quando os medicamentos não surtiram efeito.
A internação impediu sua participação na convenção do PL no Distrito Federal, evento que teria marcado o primeiro encontro público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro desde a reaproximação política dos dois. A carta dela, lida pelo primeiro suplente Diego Torres, oficializou a pré-candidatura ao Senado — uma decisão que vinha sendo tratada com incerteza dentro do partido.
A ausência em um momento simbólico reforça a complexidade da costura interna no PL: Michelle chegou a deixar a presidência do PL Mulher e avaliou sair da sigla, segundo relatos, até declarar que aguardava um “sinal divino” para decidir sobre a disputa. No plano prático, a internação adia a visibilidade da pré-candidatura e retira do palco uma ocasião útil para consolidar apoios — ainda que, oficialmente, a resposta médica ao procedimento seja tratada como positiva.