A ex-primeira-dama comunicou neste sábado que não há espaço para aceitar uma oferta de vice na chapa do pré-candidato Romeu Zema. Em postagem nas redes, afirmou que ainda não definiu se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal e que, por filiação ao PL, não vê condições para assumir um papel de cabeça de chapa em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários.
A negativa vem na esteira de declarações públicas de Zema, que durante evento do Novo havia dito tratar-se de uma possibilidade entre outras. A resposta de Michelle reduz imediatamente a margem de manobra do pré-candidato mineiro para ampliar seu apelo junto ao eleitorado bolsonarista sem provocar atritos formais com o PL — e deixa claro o custo político de depender de nomes associados diretamente ao ex-presidente.
O episódio também reafirma o impacto das rixas internas no PL: a ex-primeira-dama deixou a liderança do PL Mulher após confronto público com o senador Flávio Bolsonaro, o que complicou sua própria articulação política. Além disso, Michelle afirma priorizar o cuidado com Jair Bolsonaro, que permanece em prisão domiciliar sob restrições de visitas definidas pelo ministro Alexandre de Moraes — um fator que pode limitar sua disponibilidade política e visibilidade.
No curto prazo, a recusa força Zema a buscar alternativas fora da órbita bolsonarista ou a negociar com outras lideranças para ampliar alianças. Para o PL, a situação expõe desgaste interno e a dificuldade de converter figuras associadas ao bolsonarismo em ponte eleitoral sem custo. Trata-se, portanto, de um recuo com consequências práticas para a estratégia de formação de chapas rumo a 2026.